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sexta-feira, 18 de junho de 2010

O novo Indiana Jones

Novo nada, é o velho dr. Henry Jones Junior mesmo. E ainda bem que ele admite no filme que não é mais jovem, mas mesmo assim faz mais do que muito marmanjo por aí em filmes sem roteiro e com muita bala. Logo no início, a referência à arca da aliança chega me fez sorrir e vê-la de relance foi mais do que satisfatório. sempre quis saber que danado de depósito era aquele no primeiro filme. Uma cena comovente é ele lamentando as mortes do pai e de Marcus Brody. Sean Connery foi muito sacana em não ter aceito o papel do pai de Indiana Jones, um de seus melhores até hoje, e a referência à morte dele bem pode ser uma piada dos roteiristas. É interessante ver como um ator limitado como Harrison Ford, limitado mas que trabalha duro, demonstrar em dois closes o quanto sente falta daqueles dois e o quanto se sente sozinho. Realmente, chegar numa fase da vida em que se perde mais do que se ganha não é fácil para ninguém. O segundo ato está entre meus favoritos, pois a química de Shia LaBeuf e Ford lembra muito a de que ele tinha com Connery, além, é claro, das constantes lembranças do mais novo sobre sua idade. "Passou dos oitenta" merecia um belo soco!
Claro que o professor Oxley desestabilizou a trama no meio do filme. Lembrar que aquele devia ser o pai do Jones e não um velho amigo só mostra o quanto o roteiro foi mudado com a recusa de Connery, mas ainda assim há competencia de sobra para reduzir o dano. Ox completamente fora do mundo é fantástico, principalmente com Jones se afundando na lama e o homem lá, olhando para ele com cara de imbecil. As cenas de jones com sua antiga namorada e ex-noiva, como viemos a saber, Marion Ravenwood, a filha do Abner, e sua confissão de que o jovem Mutt chama-se Henry Jones Terceiro é a melhor parte do filme. Só a cara do homem do chapéu e chicote quando a vê é engraçada e as discussões deles pelos próximos minutos são tão boas quanto Jones Senior e Jones Junior correndo dos nazistas. Eu mesmo notei a referência ao terceiro filme quando Mutt, ou Indi Junior, passa o canivete para seu novo pai e ele o deixa cair antes mesmo de usar. Como não é atrapalhado como Jones Senior, Jones só faz dar o susto e corta as amarras.
Depois de uma luta de esgrima, cipós, formigas gigantes asssassinas comedoras de russos, bazucas, tiros, mudanças de um lado para o outro da caveira de cristal, e três quedas incríveis, a última a mais hilária que eu vi em anos, vamos à tradicional parte em que os mistérios são revelados. Isto para mim nao passou de uma homenagem aos filmes B dos anos cinquenta e como a saga de Indiana Jones foi concebida para ser um filme B em homenagem aos filmes B dos anos 30, nada mais lógico do que fazer o mesmo num período vinte anos depois.
Por fim, temos a grande reunião de família e faço coro com o professor Oxley, de volta à razão: quantos anos de nossas vidas não esperamos por este momento?
Eu passei minha vida toda querendo saber se teria outro filme e agora só espero saber se em breve terei mais hiostórias...

De onde tiro minhas idéias doidas para meus livros que ninguém lê!

Sendo direto: de minha própria vida na maioria dos casos.
Meu primeiro livro, os camaleões, saiu como uma tentativa de mostrar como eram idiotas e fúteis umas pessoas que eu conheci e até agora dou graças a deus de não falar com a maioria delas. Eu detestava aquele povo e eles até me prejudicaram e riram de mim num momento muito difícil em novembro de 2001, entaõ resolvi descontar minha raiva na história. no fim, virou uma terapia e esqueci que os detestava tanto, ao ponto de esquecer que a maioria deles existia e cada personagem seguiu seu caminho.
O segundo, que terminei na época em que dava retoques no primeiro, chamado máscaras reais, foi um conto estilo fábula, uma coisa que hollywood bem podia transformar num bom musical ou num filme teen desprezível, e sua inspiração básica veio de partes de minha até então desastrosa vida amorosa. partes boas, diga-se de passagem. e acredito que seja minha melhor história até hoje.
O terceiro, que terminei até em tempo recorde para seu tamanho, 200 páginas em 6 meses, comecei já na faculdade, como uma tentativa de fugir do horror que ela é. No livro só mudei um nome, o meu, e adicionei alguns personagens caruaruenses que nada tinham a ver comigo, uma personagem feminina que era real e outra que eu só fiz ver um dia a pessoa perambulando pela faculdade e decidi dar-lhe um nome, personalidade, história e o resto. não é dos melhores, mas foi o primeiro que me rendeu uma continuação.
O quarto livro foi um projeto antigo finalmente realizado. Um presente para uma namorada. Tinha tentado isso antes, mas o namoro acabou antes que eu terminasse o livro. passei alguns anos com este trauma, mas finalmente o venci. haviam 3 de mim na história, um carro voando, e algumas coisas de que não gosto de comentar por aí com qualquer um. pode não ter sido meu melhor, mas foi o que fiz com mais gosto.
O quinto, no qual estou trabalhando para terminar este ano, há 3 anos que está em fase de produção. é continuação do terceiro, se passando num período de tempo de 6 meses e quem sabe um dia eu faço uma terceira parte e continuo a saga? Está cada vez mais distante de minha história real, só com uns pontos para ilustrar, e os personagens reais da faculdade não passam de cenário na maioria do tempo.
Os demais, são incompletos e projetos. Alguns são romances, outros ficção científica. Mas eu termino um dia.

Curioso....

Eu quase que acabei fazendo Arqueologia! Era 2003 e eu ia me inscrever para o vestibular. Eu e ray compramos os manuas e ela me ajudou a preenxer os dados. Quando chegou no curso, eu vacilei. Ela provavelmente pensou que eu queria Fisioterapia ou Odontologia, mas quando eu dise que pensava em fazer Arqueologia no Piauí, ela quase tem um troço! Então eu dei uma saída, não lembro se para comprar algo ou ir ao banheiro, e quando voltei ela tinha posto Medicina... De caneta! Depois de meia hora de conversa, ela me convenceu de que eu só estava fugindo do meu medo de não passar outra vez. Como seria se ela nada tivesse feito? Creio que seria tão feliz quanto sou hoje, mas seria uma pessoa totalmente diferente. Curioso pensar nisso...

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Os almoços no Contato em 2003

Não vou fazer um relato sucinto cheio de nomes e fatos. Desta vez não. Irei rapidamente dizer que os melhores almoços que eu já tive foram em 2003 com a turma que era do cursinho do contato, lá em caruaru. Alguns de meus amigos do diocesano estavam lá e, de alguma forma, o contato virou o último reduto de minha turma e, por conta disso, eu provavelmente me sentia em casa.
Eram dois turnos no cursinho e como o contato ficava longe da casa da maioria e quase ninguém tinha carro, ficávamos lá mesmo. Eu levava uma marmita que minha mãe preparava com um zelo invejável e muitas vezes eu recebia elogios de como a comida estava bem arrumadinha e cheirosa. Pena que eu tinha que esquentar a comida, pois algo de seu gosto era perdido, mas mesmo assim era saborosa até dizer basta.
Íamos sempre para uma das salas, sentávamos em volta do birô, alguns ficavam nas carteiras e tome conversa! O grupo era muito bom, composto de caras novas e velhas para mim. Marina era meu mascote, estudei com ela desde o primeiro ano e sempre nos demos bem. Tinha meu querido amigo Sidney, que eu conheci um ano antes no cursinho do diocesano. Estes eram os mais antigos que eu conhecia.
Era um clima bom por um simples motivo: não falávamos sobre vestibular. Era horrível ter que lidar com este assunto 24 horas por dia 7 dias por semana, mas ali, pelo menos no começo, não tratávamos disso. Algumas vezes até falávamos, claro, mas sempre tentávamos nos ajudar a lidar com nossos medos e receios, sem falar nos grandes traumas. Não sei o grau de importancia desses almoços para eu ter passado, mas sei que sem eles, seria mais difícil... Queria ter outros almoços assim, mas nunca mais tive tanto gosto em me sentar com um grupo e aproveitar uma curta hora para esquecer do caos lá fora.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Está quase terminando meu longo pesadelo de 4 anos

Segunda feira, dia 16 de junho de 2008, provavelmente estarei terminando o oitavo período e apenas esperando chegar o internato. Finalmente está para terminar minha graduação. Não aguento mais e chego à reta final praticamente me arrastando. Pode ser o inferno na terra o internato, mas não pode ser pior que os últimos quatro anos que duvido muito que estejam entre os melhores ou pelo menos medianos de minha vida. Falta pouco e há semanas eu conto cada dia até esta época. Não fiz nada do jeito que eu queria e para quem julgava que poderia fazer tanto sair de lá quase sem nada é bastante frustrante, mas o pouco que eu fiz e que eu sei eu garanto que tenho mérito e vai me bastar. Está já acabando e posso daqui a alguns dias olhar isso como passado e fazer questão de esquecer quase tudo e para sempre. Acaba logo, por favor...

domingo, 18 de maio de 2008

Saudades...

Quase no fim de meu período de graduação. Teoricamente eu deveria pensar nas pessoas que praticamente não verei mais, nos bons momentos que tivemos e toda essa lenga-lenga. Teoricamente. Na verdade, só lembro de uma outra turma, uma grande turma, pela qual nunca demonstrei o afeto que sinto. Passei os últimos dias vendo velhas fotos de bons momentos com meus melhores amigos e amigos que pelo menos eu sei que um dia foram bons amigos, e só consigo lembrar das palavras de Gláuber, o gordinho, ao dizer que por melhores que sejam os amigos e histórias que ele teria depois do colégio, nada se compararia ao que ele viveu lá.
Realmente éramos um grupo especial e talvez sejamos um dos poucos que ainda se reune. Eu mesmo faço questão de quando vou a Caruaru ir à casa de Pedro e de Everton. As vezes passo apenas um par de horas conversando com eles, mas para mim já vale por 6 meses de boas conversas aqui em Recife. Não desmereço ninguém daqui, apenas não consigo sentir o mesmo, e acredito que boa parte dos velhos camaradas de resenha sinta o mesmo.
Já fazem 6 anos que tudo terminou, mas acredito que não passou apenas de um belo e longo começo. O ano de 2002, que muito bem poderia ser chamado de "O Ano da União" ou então "O Ano da Amizade Impossível", foi mais marcante do que eu imaginava. Ainda me lembro das histórias e se fechar os olhos, consigo até ouvir Anderson e Gláuber brigando por causa da cadeira, Plínio pergutando algo que nem ele sabia o que era, Pedro fofocando, Gibelly rindo de qualquer coisa, Felipe resmungando, Everton soltando uma risada explosiva, Patrícia em crise de riso, karlinha olhando para trás se divertindo com nossas conversas... Dá muita saudade e só olho nossas velhas fotos às vezes, só para sentir uma onda de nostalgia que talvez quebre o espaço tempo e me leve de volta à melhor fase de minha vida.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

O Nosso Maior Professor - O Grande Nivaldo

Qualquer um que seja um autêntico representante da 8ª A de 1999 do diocesano e que não era um puxa saco da professora Cirleide, o que é um sinal de inteligência, bom senso, dignidade, esperteza e acima de tudo JUÍZO, jamais se esquecerá do nosso querido e grande professor Nivaldo. O homem que era enorme tanto no tamanho quanto na brabeza nunca admitiu, mas adorava as besteiras da turma dos abestalhados que imitavam os Teletubbies só para lhe fazer raiva.
Sim, ele detestava isso e até hoje me lembro do dia que ele disse "Esses bonecos são para crianças AAAAAAAAANOOOOOOOOOORMAAAAAAAA
AAAAAAAAAAIS" Do que se seguiu as lembranças são fragmentadas, pois todos nós nos concentrávamos para não rir na sua frente. Quando ele ficava com um beiço caído, olhando para nós com um misto de ódio e diversão, o pincel segurado contra o quadro, era sinal para fazer cara séria. "Não é mesmo, Rômulo?", pergunta que ele fazia mais do que ave maria num terço ao nosso pobre e tímido representante, que sempre fazia um sinal afirmativo com a cabeça.
Mais engraçado ainda foi o dia em que o chamaram de burro. Ele tinha feito um cálculo enoooorme de um quadro inteiro e no final, dividiu 18 por 2 e colocou 6. Gritávamos para ele que estava errado e o pobre olhando o quadro cheio de números, símbolos e incógnitas, procurando onde errara. Até que tiaguinho, com sua voz esganiçada, disse: tá errado, seu burro. Nivaldo deu um tapa no quadro, tão forte que silenciou a sala inteira e nasceu uma de suas famosas frases: EU SEI FAZER ESTA MERRRRRRRDA!!!!!!
Na semana seguinte, fizemos ainda pior. Duas meninas lá estavam rindo e o amigo Alisson, sabe-se lá o amigo imaginário o pq, disse: Professor, ela tá rindo do senhor.
"Tá rindo de mim por que? Tem aqui algum idiota com cara de ANORMAL e PALHAÇO para vocês ficarem rindo?" Ele encarou a turma e percebeu que mla contínhamos o riso. Eu já estava com a cabeça enfiada, tal qual um avestruz, na minha bolsa, everton ria parecendo um joão bobo, indo p frente e p trás c a cabeça, Antônio ria abertamente e os outros se engasgavam com a própria tentativa de conter a risada. O homem ficou vermelho, azul, roxo e quando finalmente pensávamos que iria ter um colapso, foi andando na direção de Pedro, que na hora quase se cagou todo, pensando que seria ele a vítima da vez, mas para a sua sorte não foi. Nivaldo simplesmente abriu a porta com tanta força que não sei como ela não derrubou a parede ou se partiu ao meio.
"RIA AGORA, BANDO DE COVARDES!" E ainda continuou: " Olha, vou trazer uma placa aqui dizendo assim 'Aplausos' para quando vocês me acharem engraçado o suficiente ficarem rindo de mim! NESSA TURMA SÓ TEM CRIANÇA!"
Uma vez apareceu a temida diretora, Aleir, na sua aula e todos nós ficamos calados. Depois de dado o aviso, sei lá agora qual seja, ela saiu e ficou conversando no corredor com ele. Assim que saímos de seu campo de visão... começamos a maior gritaria do mundo, só para fazer raiva. Nivaldo colocou a cara zangada para dentro da sala e nos viu quietos. Ao se virar, gritamos com mais força ainda, os aviões e bolas de papel voando no ar e Biu Lutero batendo a cadeira no chão. Mais uma vez ele se vira, e lá estávamos quietos. Na terceira vez, começamos a gritar os nomes das mães dos outros, mais bolas e aviões, até mesmo a bolsa de Zema foi jogada para cima, não por ele, claro, e Marcio Tiziu começou a imitar Michael Jackson. Mais uma vez ele se vira, e estamos quietos. Virou-se rapidamente para se despedir da diretora e entrou sério e carrancudo na sala. "VOU TRAZER PARA CÁ... A RAINHA E O PRÍNCIPE TCHARLES! AQUI... É A CÂMARA DOS LORDES! VOCÊS SÃO AAAAAAAAANOOOOOOOOOOOOOOOORMAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAIS OU O QUE?"
Outra vez ele tava bem quieto ensinando acho que matemática financeira, quando o caderno de alguém caiu fazendo um barulho retumbante: "JÁ TÁ TENDO CORRIDA DE CAVALO É?"
Numa seguinte, Cássio pegou o cabo amarelo de uma tesoura e jogou do outro lado da sala direto na cabeça de Zema. Zema, claro, foi queixar-se ao professor, que mostrando o objeto para a sala inteira ver, sentenciou: "ISSO.... É UM CRIME! QUEM É O CULPADO? VOU FAZER ELE BEBER ISSO COM UM COPO DÁGUA!"
E o dia que quebraram a gaveta do birô? Chegou ele pomposo, olhou sério para nós e disse: "jamais pensei que ensinaria no CARANDIRU! Hoje... é um PREGO! Amanhã... UM RIFLE! Quem tirou o prego da gaveta? QUEM? QUEM QUEBROU A GAVETA?" Perguntem a Pedro, ele sabe responder!
Falando em Pedro, no dia que fizemos um aniversário surpresa para nosso professor, que também era nosso professor conselheiro, molharam a bolsa de asa de Pedro. Ele foi se queixar e recebeu um memorável fora: "OLHE, MENINO, BOTA NO SOL QUE SECA! OXE, EU TO NO MEU ANIVERSÁRIO, DEIXA EU COMEMORAR! FOI UM ANORMAL AQUI DA SALA QUE ACHA QUE É ENGRAÇADO ISSO" "MAS PROFESSOR..." "SAAAAAAAAAAAAIA!"
Terminada a oitava, não mais foi nosso professor. Apenas professor substituto que apareceu um par de vezes. Mas quando ele passava pela porta, até hoje não se sabe como, todos nós gritávamos e pulávamos de alegria, pois pelo menos poderíamos ver se ele ainda reagia com a mesma irreverencia que ele nem mesmo sabia que tinha. Nota dez para nosso maior professor, do alto de seus 120Kg!
E como ele mesmo dizia: "AQUI VOCÊS DEVIAM TOMAR REMÉDIO PARA BESTEIRA, É BESTEIROL!" "E MAIS BESTA É QUEM RI!"